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Cirurgia de escoliose

Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

A cirurgia de escoliose é um procedimento indicado principalmente para casos graves, progressivos e nos quais não foi possível controlar a evolução da doença

A cirurgia de escoliose é um procedimento que visa a estabilização e restauração do alinhamento normal da coluna vertebral de pacientes que apresentam curvatura acentuada e com alto risco de progressão. Em geral, esta é uma intervenção indicada para casos em que as principais abordagens conservadoras não foram capazes de controlar a progressão da tortuosidade e para prevenir consequências como problemas cardíacos ou pulmonares.

Para ser recomendada a cirurgia de escoliose, um ortopedista especializado em coluna deverá avaliar as necessidades do paciente e as características clínicas de sua condição. Caso este médico identifique que a operação realmente é a opção que poderá levar mais qualidade de vida e conforto ao paciente, o procedimento será indicado. Entenda melhor a seguir.

Entenda o que é escoliose e suas causas

A escoliose é uma doença caracterizada pelo desvio lateral da coluna, formando uma curvatura anormal que pode trazer diversos transtornos estéticos e funcionais ao paciente — que pode sofrer com dores e apresentar comprometimento de órgãos presentes na caixa torácica e abdômen. Cerca de 3% da população mundial tem escoliose, e a alteração pode se manifestar tanto na região lombar, como na área torácica ou cervical da coluna.

A escoliose pode estar associada a diferentes causas e, embora muitas pessoas acreditem que o problema tem relação com maus hábitos posturais, isso dificilmente ocorre. Na maioria dos casos, a alteração é considerada de causas desconhecidas (idiopática), mas existem diversos outros fatores que podem influenciar no desenvolvimento da doença, tais como genética, má formação congênita e doenças específicas, como as neuromusculares.

Embora não sejam considerados decisivos para a desenvolvimento da alteração na coluna, hábitos posturais inadequados, sedentarismo e prática inadequada de exercícios físicos podem favorecer o desenvolvimento da escoliose. As desordens degenerativas de disco intervertebral, consideradas naturais do processo de envelhecimento, também influenciam no desvio da coluna. Habitualmente chamamos esses tipos de escoliose de escolioses degenerativas.

Sintomas e diagnóstico de escoliose

A curva da escoliose pode ter diferentes características, sintomas e prognósticos, que dependem diretamente do grau do desvio apresentado pela coluna e da região afetada pela condição. Os principais sinais do problema são visuais, sendo que a curvatura normalmente pode ser observada a partir de sintomas como:

  • Diferença de altura dos ombros;
  • Assimetrias na região da cintura;
  • Caixa torácica que parece ser maior de um lado, em comparação ao outro (Giba);
  • Costelas e/ou mamilos em alturas diferentes;
  • Escápula pronunciada em apenas um dos lados do corpo.

A dor não é considerada um sintoma comum da escoliose, e muitas pessoas podem conviver muitos anos com a doença sem sequer sentir qualquer desconforto. Este incômodo, que pode estar associado a desconforto muscular e sensação de fraqueza, geralmente se manifesta em casos específicos em que as alterações degenerativas começam a coexistir com a escoliose causando dor e desconforto.

O diagnóstico da escoliose deve ser feito por um médico especializado em coluna, que faz um exame dos sinais clínicos e visuais apresentados, além de solicitar exames de imagem — como radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética — para confirmar a presença do desvio e avaliar o grau de inclinação da coluna, além de doenças associadas.

Tratamento para escoliose: a cirurgia é sempre necessária?

O tratamento mais adequado para a escoliose deve ser avaliado de maneira individualizada, cabendo ao ortopedista identificar a gravidade do caso e as consequências que a alteração está trazendo ao organismo do paciente. As metodologias conservadoras são sempre as primeiras técnicas aplicadas no tratamento da doença da coluna visando principalmente aliviar os sintomas e impedir que a curvatura progrida e se torne cada vez mais acentuada.

Os principais métodos conservadores de tratamento para escoliose consistem no uso de coletes ortopédicos, realização de fisioterapia, fortalecimento muscular e utilizar medicamentos analgésicos e relaxantes musculares para alívio da dor e demais desconfortos causados pela alteração. A cirurgia de escoliose é recomendada para casos em que a curvatura não dá sinais de controle por meio dos tratamentos conservadores.

Além disso, alterações com grau de curvatura acima de 50, de forma geral, têm indicação para cirurgia de escoliose, pois há grande risco de comprometimento às funções pulmonares e à aparência geral do paciente. Entretanto, para casos específicos pode haver indicações de cirurgia em outros valores de curva. Quando o paciente ainda está em fase de crescimento e apresenta um desvio com mais de 40 graus, a intervenção também pode ser recomendada para estabilização do problema.

É importante destacar, entretanto, que cada caso deve ser avaliado pelo ortopedista de maneira criteriosa e individualizada. A cirurgia de escoliose será recomendada sempre que for identificado que esta é a opção mais adequada para trazer qualidade de vida e bem-estar ao paciente.

Como é feita a cirurgia de escoliose?

A principal metodologia utilizada na cirurgia de escoliose é chamada artrodese, que consiste na fusão da parte da coluna afetada pela malformação para que ela se torne um bloco unificado e realinhado. O procedimento pode envolver a utilização de enxertos ósseos que se calcificarão junto à coluna, além de hastes de metal fixadas por parafusos para manter a coluna fixa no lugar ao longo do processo de calcificação.

Por mais que o processo de artrodese leve à unificação de uma porção da coluna, é importante destacar que ela continuará apresentando mobilidade suficiente para a realização das atividades cotidianas e práticas esportivas. A correção da curvatura proporcionada pela cirurgia de escoliose depende de diversos fatores, sendo o principal deles a segurança da medula espinhal.

O cirurgião ortopedista especializado em coluna poderá, ao longo do processo pré-operatório, calcular o grau de correção que poderá ser alcançado por meio da cirurgia de escoliose. Embora nem sempre seja possível fazer com que a coluna volte a apresentar um alinhamento considerado normal, a maioria dos pacientes consegue chegar a curvas com menos de 25 graus após a intervenção.

Ao todo, a cirurgia de escoliose pode demorar entre 3 e 12 horas, um tempo que varia de acordo com a quantidade de vértebras envolvidas e a técnica aplicada pelo cirurgião. Sempre que possível, as técnicas minimamente invasivas são priorizadas no tratamento, de modo a garantir recuperação acelerada ao paciente e minimizar os danos associados ao procedimento. Vale lembrar, porém, que a metodologia empregada varia caso a caso e da especialização técnica.

Para saber mais a respeito da cirurgia de escoliose e descobrir se ela é adequada a seu quadro, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Rodrigo Amaral.

Fontes:

Dr. Rodrigo Amaral;

Sociedade Brasileira de Coluna;

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