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Cirurgia de hérnia de disco

Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

O tratamento cirúrgico da hérnia de disco é indicado para pacientes que não apresentam melhora dos sintomas a partir de metodologias conservadoras

A cirurgia de hérnia de disco é uma intervenção indicada para casos em que o paciente não responde ao tratamento clínico conservador, e continua manifestando dores progressivas e outros sinais do avanço da doença. A metodologia utilizada pode variar conforme as necessidades do indivíduo, mas a preferência é pelas técnicas minimamente invasivas sempre que possível.

A realização da cirurgia de hérnia de disco, independentemente da metodologia utilizada, requer ambiente hospitalar e equipe multidisciplinar especializada atuando em conjunto ao cirurgião de coluna. No caso das técnicas minimamente invasivas, a operação é realizada com anestesia local e sedação, podendo durar cerca de 1 hora no total. Trata-se de uma opção bastante vantajosa em comparação à intervenção tradicional, oferecendo menores riscos ao paciente.

Entenda o que é a hérnia de disco

Localizados entre as vértebras que formam a coluna, os discos intervertebrais são estruturas que servem como amortecedores de impacto que evitam o contato direto entre os ossos durante a movimentação. Quando os discos degeneram podem sofrer rupturas do anel fibroso, formando um abaulamento e perfurações com a saída do conteúdo discal para o canal, caracterizando assim a hérnia — uma alteração que pode levar à compressão dos nervos, provocar sensação de formigamento e causar dores.

Esta é uma doença que está diretamente associada com o processo natural de envelhecimento, uma vez que os discos intervertebrais sofrem sobrecarga e impactos ao longo dos anos. Além disso, fatores como a prática de esforço físico intenso, hábitos de vida, traumas na região das costas e hereditariedade podem favorecer a degeneração dos discos e o desenvolvimento de hérnias.

A hérnia de disco é uma alteração mais frequente nas regiões cervical e lombar, podendo causar sintomas como:

  • Dor lombar e no nervo ciático;
  • Fraqueza nas pernas;
  • Dor ao tossir, dar risada ou ir ao banheiro;
  • Formigamento ou dormência nos glúteos, ou membros superiores e inferiores, dependendo da região acometida;
  • Dificuldade para se levantar ou realizar movimentos cotidianos, como se virar na cama;
  • Dor nos membros superiores;
  • Dificuldade para urinar ou evacuar.

Diagnóstico e tipos de hérnia de disco

O diagnóstico da hérnia de disco pode ser feito a partir da observação dos sintomas relatados pelo paciente e exame físico realizado pelo ortopedista em consultório. Exames complementares de imagem, tais como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, ajudam na confirmação do diagnóstico e possibilitam a avaliação do disco — identificando sua espessura e a localização exata da hérnia.

As radiografias, embora possam mostrar um desalinhamento da coluna ou desgaste das vértebras, não são capazes de apontar claramente a existência de uma hérnia de disco. Por isso, muitas vezes este tipo de exame é solicitado apenas em análises iniciais de problemas de coluna, sendo necessária a ressonância magnética para avaliar a gravidade da hérnia de disco.

A hérnia de disco ocorre quando o disco intervertebral perde seu formato original, deixando de ser oval e passando a apresentar um abaulamento. De acordo com a deformidade apresentada e o desgaste discal, a alteração pode ser classificada entre:

  • Hérnia de disco protrusa: trata-se do tipo mais comum. Caracterizada pelo abaulamento do disco, porém sem sua ruptura e saída do conteúdo do núcleo.
  • Hérnia de disco extrusa: caracteriza-se por ruptura do anel fibroso do disco com a saída do conteúdo do núcleo do disco por esse orifício.
  • Hérnia de disco migrada/sequestrada: caracterizada pela ruptura do disco com a saída de um fragmento do núcleo volumoso que migra para dentro do canal, podendo ou não ter contato com a sua base.

Tratamento para hérnia de disco

A cirurgia de hérnia de disco é necessária para apenas 5% de todos os casos da doença, e a maioria dos pacientes pode ter os sintomas controlados a partir de metodologias conservadoras — como uso de analgésicos e anti-inflamatórios, realização de fisioterapia e exercícios como RPG. O tratamento também pode exigir que o paciente se mantenha em repouso por alguns dias.

A recomendação para cirurgia de hérnia de disco é feita para os casos em que os tratamentos conservadores não são capazes de trazer resultados satisfatórios ao paciente, que continua apresentando sintomas por pelo menos um mês, sem melhora. Indivíduos que apresentam fraqueza significativa em algum músculo dos membros inferiores ou que vivenciam episódios frequentes de dor incapacitante também podem ser indicados à intervenção.

Casos em que o paciente dá sinais de que as raízes nervosas estão comprimidas, caracterizando a chamada síndrome da cauda equina, também são considerados cirúrgicos. Neste caso, a cirurgia de hérnia de disco deve ser feita com urgência para evitar sequelas graves como perda do controle intestinal e urinário e até mesmo problemas para caminhar.

Cirurgia minimamente invasiva para hérnia de disco

As metodologias minimamente invasivas de cirurgia de hérnia de disco permitem que a intervenção seja realizada a partir de uma incisão menor na pele, o que possibilita uma menor movimentação das estruturas que circundam a região da coluna que está sendo operada. Além disso, este tipo de procedimento é mais rápido do que as técnicas tradicionais e oferece menos riscos ao paciente.

Os principais tipos de cirurgia minimamente invasiva de hérnia são a microdiscectomia tubular (que utiliza um dilatador tubular dos tecidos e pode ou não contar como o microscópio cirúrgico para melhor visualização dos tecidos) e a cirurgia endoscópica — (feita a partir da utilização de uma câmera inserida por uma pequena incisão por onde são utilizados instrumentos específicos para retirada da hernia). A escolha do método mais adequado varia caso a caso, conforme avaliação do especialista.

Independentemente do método aplicado, seja ele minimamente invasivo ou tradicional, a cirurgia de hérnia de disco certamente oferece riscos ao paciente. Embora as chances de complicação sejam bem pequenas, as principais intercorrências que podem aparecer dizem respeito à infecção, sangramento, lesão dos nervos e meninges ao redor da coluna e problemas de locomoção no pós-operatório.

Cirurgia de hérnia de disco: como é a recuperação?

O período pós-operatório varia de acordo com o tipo de cirurgia, sendo que as metodologias minimamente invasivas possibilitam um tempo menor de internação (1 dia, em média) e rápido retorno às atividades. A recuperação envolve habitualmente o uso de medicamentos para alívio da dor, realização de fisioterapia para reabilitação e afastamento das atividades físicas até liberação médica.

Para saber mais a respeito da cirurgia de hérnia de disco, tirar suas dúvidas sobre o tratamento e descobrir se ela é indicada para seu caso, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Rodrigo Amaral.

Fontes:

Dr. Rodrigo Amaral

Revista Brasileira de Ortopedia.

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